domingo, 27 de novembro de 2011

Eu e a EPBJC

Um dia vou entender até onde vai a ignorância humana. Sei que sou teimosa, mas não sou ignorante, pelo menos, não de todo.
Todos dias faço sempre a mesma coisa quando chego em casa, deito, fico p'ra cima, respiro e espero. Se não parar por esses cinco minutos, meu dia foi em vão, de todo. Também chego em casa imaginando o dia que acabará esse curso. Por mais que eu me identifique com ele, não aguento mais estar lá, com aqueles professores, com aquelas injustiças.
Lembro do meu primeiro dia de aula. Toda hora se falava que seremos preparados para o mercado de trabalho,  de um jeito ou de outro. Que teríamos todas as ferramentas necessárias para chegar com o pé direito na faculdade. Ferramentas, sempre ouço essa palavra. Também sempre fui consciente de que faríamos muito trabalhos em grupos, o que sempre me simpatizei, até então. Mas discurso é sempre o mesmo, já que fazer Comunicação, é estar sempre muito bem instruído para fazer os outros acreditarem, mas que eu saiba é também ser honesto com a mensagem sem o intuito de nos manipular, mas apenas de nos informar. Por fim, acreditei e fui.
Mesmo no começo me sentindo sempre a parte. Pessoas iguais, mesmas conversas, pessoas atrasadas, comportamento idiotas. Ninguém se entregava ao risos ou as bobeiras, excepto que fosse para rir da desgraça de alguém. Desgraça, palavra tão pesada p'ra mim e tão normal p'ra outros.  Mas o tempo foi passando e eu, me mascarando, me adaptando e assim fui.
No meio dessa selva e no meu dessa história. Descobri que o mercado de trabalho, que eles chamam de selva estava lá dentro. Não pelas oportunidades, mas pelos próprios selvagens que a minha volta estavam. A concorrência estava a minha direita, meus amigos a minha esquerda e a minha volta meus patrões que de notas injustas. Não importa quão boa seja a sua participação (outro requisito que de início seria tão bem avaliado), o papel falará sempre mais alto, como o estatuto também.
Existem aqueles que nunca vão te ajudar. Aqueles que vão dizer que o que estava ruim, estava ótimo. Aqueles que só irão gostar dos pobres e coitados, como também, dos bem abençoados. Só não existe aqueles que tentam olhar de forma sincera e coerente com quem está por frente dos seus olhos. Assim, avaliando-os.
Assim, eu agradeço a Escola Profissional Bento de Jesus Caraça (EPBJC), delegação de Lisboa. Por me mostrar que a selva está e com os selvagens que conheci. Mas no meio dessa história, eu não sou a pobre coitada, sou apenas um ser humano, de carne, osso e sentimento, que tenta como eles, sobreviver.

Escola Profiscional Bento de Jesus Caraça (EPBJC)

 Cada vez mais, entendo menos, isso.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Rio de Janeiro, aqui estou! Nono andar, Grajaú, não parando em casa e revivendo. Pela preciana artesanal da janela do quarto dos meu primos vejo as montanhas e com vontade de pular em casa piscina dessas vizinhos que não conheço. Estar hospedada aqui, na verdade, nada quer dizer. Já que a minha realidade nunca foi esse bairro parado de velhinhos, cachorros e bom ar (nada contra), mesmo já tendo morado cerca de um ano aqui. Minha realidade sempre foi a Tijuca, o que nunca quererá dizer que só lá vive, mas sim, onde passei a maior parte do meu tempo, de facto. Vivendo na rua, com todo o tipo de gente. Conversando sobre qualquer coisas e tirando algo bom do meu dia.
A verdade é que se passaram dois anos, mas tudo parece tão igual. Menos eu. Em uma semana eu to de volta pra Lisboa, morrendo de saudade da minha vida e comparando sempre com as coisas daqui, da mesma forma que aqui vivo comparando com a minha vida de lá. Mas a verdade é que só tenho uma vida e comparo com o passado, o presente e assim, vivo imaginando um futuro próximo e bem incerto. Mesmo gostando de incertezas, meu objetivos atrapalham todos os meus sonhos. Já que a realidade está aí, de cara a cara comigo todos os dias, me fazendo querer fugir dela sem saber como.
Eu sei que tenho que pensar grande, eu sei que penso grande! Mas o que eu não sei é se me vejo morando em outro lugar sem ser aqui. Porém, a verdade é qui as pessoas mudam, as relações também. O Brasil não dá oportunidade, as coisas são tão caras e prioridades existem do outro lado do oceano. Me bate uma saudade do Rio todas as vezes que vejo dentro desse lindo cartão postal.

Minha vida mudou tanto de três meses pra cá, que foram decisivos em parte de muita coisa e alguém que por muito tempo sonhei. Mas como disse, as pessoas não mudaram tanto, mas sim, eu.

Um mês cravado nessa contagiosa cidade. Lisboa é minha casa, só não sei se é meu lugar.

Não gosto de títulos.

Meu lado inconstante, moderninho e frio, entra em contradição em como devo reagir com as coisas que dizes. Eu não quero mudar meu jeito e nem deixar de ser quem sou. Mas a verdade é que, ao seu lado, com suas palavras me deparo naquilo que toda mulher gostaria de ouvir e eu não sei o que dizer. Um "Obrigada!" não me fará a pessoa mais educada do mundo essas horas e sim, a mais insensível. Um "Também!" parecerá mais um frio e triste "Idem" do que toda a reciprocidade que poderia mostrar ao lado de suas declarações. Mas o que posso eu fazer se tudo que penso em dizer está aqui dentro? O que posso eu demonstrar se suas palavras alcançam qualquer superior patamar? 
Eu não sei conquistar ninguém, mas gosto de jogos. Eu não quero ser fria, mas não quero banalizar caras palavras. Eu até quero me declarar, mas não a toda hora. E sim, eu quero você, e de qualquer forma.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Sem Crise

"Não tenho mais a tarde toda, mas tenho a vida inteira.."


Situações do quotidiano me fazem acordar p'ra vida. Ficar em casa a ver tv me faz ser ignorante. Mudar minha rotina me faz muito bem. Isso porque já não vejo tv, minha rotina já não existe e todo dia eu ganho um pouco mais de realidade. Realidade quando eu digo, são essas situações que a vida nos coloca e nos fazem acordar, nos fazem ver o quanto somos ignorantes em certos aspectos e ao mesmo tempo pequenos. Eu gosto da realidade apesar de todos os seus defeitos. Mas na verdade, gosto da minha realidade, da minha felicidade, da minha vida e de tudo que estou vivendo. Mas não gosto de saber da realidade dos jornais e da crise que p'ra mim não existe. A crise existe p'ros media e para as pessoas que querem se aproveitar dela. Ninguém deixa de viver por causa disso, ninguém deixa de ser feliz pela situação actual que a economia se encontra, enquanto ninguém tem a dizer e apenas reclamar. 
Mas eu amo a minha realidade, não desejo nenhum mundo paralelo (não mais) e as vezes gostaria de oferecê-la para a crise daqueles que nada tem. Para aqueles não se sentem felizes por completo, que não tem a certeza do dia de amanhã, que vivem num angústia e num rancor eterno. Para aqueles que remédios não são o suficiente e nada mais se pode fazer.

Foda-se toda essa crise, foda-se meu português não vernáculo, foda-se mentes atrasadas.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

I'm so fucking happy!